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Hiperconvergência e ODA

publicado em Mercado de TI, Soluções IT2B by

Hiperconvergência é um assunto que vem sendo amplamente debatido, graças aos avanços dos sistemas no mercado. Em sua essência, ela permite que as operações de TI sejam simplificadas, eliminando os tradicionais silos e possibilitando que a gestão de armazenamento, computação, rede e virtualização sejam realizadas pelo mesmo hardware. No entanto, outros sistemas como o ODA (Oracle Database Appliance) oferecem um portfólio de appliances mais completo, são mais simples de gerenciar e possuem tempo reduzido para a resolução de problemas.

Confira abaixo o texto da UENO a respeito do tema e entenda mais dos prós e contras de cada solução.

Muito se diz no mercado um termo mais conhecido como “Sistemas Hiperconvergentes”, ou “Hiperconvergência”.  Neste artigo vamos dizer o que são esses sistemas, e como se compara com uma solução “convergente para aplicação” chamado Oracle Database Appliance.

Sistema Hiperconvergente

Um Sistema Hiperconvergente geralmente é feito com pequenos servidores (Ou appliances) focados em implantação rápida e abstração da camada de armazenamento. Quando se diz “pequeno”, são servidores para montagem em rack com 2RU de altura, arquitetura x86, 2 soquetes, 2 processadores, discos locais, armazenamento definido por software (Software Defined Storage) e virtualização.  A mensagem comum a todos os fornecedores é a “simplicidade com apenas um botão”.

Essas soluções de hiperconvergência no fundo endereçam problemas de infraestrutura, notadamente em armazenamento e em segundo plano processamento.  As camadas que essas soluções endereçam são (Do hardware em direção a aplicação):

  • Processamento (Servidor);
  • Armazenamento (Storage);
  • Networking;
  • Hypervisor;
  • Sistema Operacional;

A Nutanix é o fabricante mais popular, embora grandes fabricantes tentem entrar neste mercado, com sucesso limitado.

No fundo, a hiperconvergência está na camada de armazenamento, e esses vendedores usam essa abordagem para a entrada nesse mercado.  Uma vez que o armazenamento é o maior custo de infraestrutura, o objetivo desses fabricantes é eliminar a necessidade de uma SAN tradicional.  Para atingir esse objetivo, cada fornecedor possui uma versão de software de virtualização de armazenamento, que cria pools compartilhados de armazenamento com base nos discos internos dos servidores. “Software Defined Storage”.  Ao tentar combinar a funcionalidade de uma SAN, alguns podem adicionar gerenciamento de armazenamento, além de funções opcionais, como backup, replicação, de duplicação e compactação.

Há muitas promessas de vendas, e na maioria das vezes parecem ser muito atraentes.  É por isso que se vê-las com frequência no mercado.  Alguns exemplos:

  • Implementação mais rápida (horas, às vezes minutos. Não dias);
  • Simplicidade de Gerenciamento (assistente GUI);
  • Simplicidade operacional (administrador de VMs);
  • Elasticidade simples (nós descobertos e adicionados ao pool de armazenamento);
  • Eficiência de custo: Crescimento previsível, baseado em pequenos upgrades (Cada aparelho começa tão baixo quanto ~ $ 22K, por isso é muito justificável para o comprador. No entanto, esse preço é somente HW. O SW é cobrado a parte).

A realidade é que essas alegações são questionáveis e os clientes devem fazer a lição de casa para separar o fato da ficção.  Um sistema hiperconvergente pode parecer excitante, mas também apresenta novos problemas ao mesmo tempo em que não abordam problemas exigidos pelos usuários corporativos.

Os fornecedores de sistemas hiperconvergentes reforçam que para uma melhor disponibilidade, no mínimo 3 nós são necessários.  Apesar desses fornecedores de soluções de SDS dizerem que existem nós “storage only”, todos os servidores do pool devem ser considerados para licenciamento de banco de dados Oracle.

Além disso, essas soluções de hiperconvergência utilizam hypervisors como vmware e Hyper-V, que são considerados “soft partitioning”.   A única exceção conhecida é Nutanix com Oracle VM, e o Oracle VM deve estar configurado para “pinagem” de cores ou processadores, como visto acima.

Evidentemente já dá para chegar a conclusão de que o Oracle Database Standard Edition 2 não poderia rodar em um sistema hiperconvergente, mesmo com 2 nós (Total de 4 processadores ou soquetes). Como já é sabido, ao utilizar um cluster (ou pool) de servidores com 2 processadores significa que a edição do Banco de Dados Oracle deve ser Enterprise.  Nas soluções hiperconvergentes, a totalidade das implementações passa do máximo de 2 soquetes no pool, fazendo com que o licenciamento Standard Edition 2 não é permitido.  A exceção seria no caso de 2 nós hiperconvergentes com Standard Edition (Limite de 4 soquetes).

Se for um sistema Nutanix com vmware (situação bem comum) com 3 servidores x86 de 2 processadores com 10 cores cada, teremos um total de 60 cores x86 ou 30 licenças de Oracle Database Enterprise Edition.

 

Oracle Database Appliance

O ODA é um sistema convergente voltado para aplicações que usam o banco de dados Oracle, em que se oferece um portfólio completo de appliances para suportar todos os bancos de dados Oracle, de todos os tamanhos.  Ter a simplicidade de um único fornecedor proporciona menor complexidade, tempo reduzido para a resolução de problemas, implantação rápida e manutenção reduzida.

Uma solução de convergência como o ODA foca na aplicação de negócios, (que deve utilizar um banco de dados Oracle), em que as seguintes camadas são cobertas:

  • Processamento;
  • Armazenamento;
  • Networking;
  • Hypervisor (OVM ou KVM);
  • Sistema Operacional (Somente Oracle Linux);
  • Banco de Dados (Somente Oracle);
  • Middleware (WebLogic).

Para o Oracle Database Enterprise Edition pode-se aproveitar da funcionalidade “Capacity on Demand”, em que esse recurso reduz drasticamente o custo de licenciamento, fornecendo sob a forma “Pague confirme você cresce”.

Hiperconvergência e ODA

Os sistemas hiperconvergentes não otimizam o banco de dados Oracle.  E afirmam que são mais baratos do que alternativas on-premises caras: cita somente o servidor a partir de US$ 22K, mas não o software.

Outras promessas:

  • Consolide todas as cargas de trabalho;
  • Escalável;
  • Simplifica e implanta-se em horas e não em dias;
  • Pronto para Cloud.

Então, por que escolher um ODA ao invés de um sistema hiperconvergente?  Um ODA de entrada de US$ 18K inclui sistema operacional, HW, SW tuning, tempos de implantação reduzidos, patches e suporte integrados.

Sobre consolidação de aplicações que usam bancos de dados Oracle, o ODA é escalável com CoD, RAC e opções de armazenamento.  Também a implantação inclui a instalação completa do banco de dados em apenas 30 minutos! Colocando o Middleware WebLogic, acrescente 1,5 horas nesse tempo total.

E ainda um Sistema Hiperconvergente depende de parceiros, e nenhuma oferta integrará de Cloud pública.

FONTE: ueno.com.br

A IT2B possui parcerias com os principais fabricantes do mercado de Hiperconvergência e experiência de mais de 15 anos no mercado de infraestrutura.

19 jul, 18

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