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BlockChain não é só mais uma tecnologia: é um novo mercado

publicado em Mercado de TI by

Oriundo de sua utilização novos modelos de negócio, mercados e empresas estão nascendo

Provavelmente se você é do mundo da tecnologia, entusiasta, curioso ou é do mercado financeiro e afins já ouviu falar muito sobre moedas virtuais como a famosa bitcoin, mas não se engane existem várias delas, como Litecoin, Feathercoin, Ethereum, entre outras, mas porque estou falando delas? Por um simples motivo, foi daí que tudo começou.

A ideia de um dinheiro descentralizado e eletrônico surgiu em meados de 1998 através do “Manifesto Cypherpunk”, um texto de autoria do programador Eric Hughes que defendia o uso de criptografia para proteger nossa privacidade na era da informação, mas foi em 2008 através de um relatório publicado na internet por Satoshi Nakamoto é que o boom aconteceu. Mas para que essa nova opção de descentralizar o poder financeiro e mudar as relações econômicas acontecessem realmente uma tecnologia precisaria ser pensada e desenvolvida. Daí vem o BlockChain.

Vou aqui utilizar o primeiro parágrafo do artigo da Harvard Business Review, de maio de 2016;

The technology most likely to change the next decade of business is not the social web, big data, the cloud, robotics, or even artificial intelligence. It’s the blockchain, the technology behind digital currencies like Bitcoin.

Pronto, é aqui que quero afirmar e focar o restante deste texto menos em tecnologia e mais em negócio. Como sou da área de tecnologia sou muitas vezes seduzido a olhar apenas o foco tecnológico, mas aqui não. Depois de muito estudar, acredito muito na primeira frase do referido artigo: The technology most likely to change the next decade of business.

Literalmente, a palavra “blockchain” significa “cadeia de blocos” e é uma tecnologia para uma nova geração de aplicações transacionais que busca estabelecer confiança, prestação de contas, transparência enquanto simplifica de forma eficiente os processos de negócio.

Como falei que não iria descer no bit e byte, vamos pensar assim, utilizando a BlockChain você pode de maneira independente transacionar não só questões financeiras, mas uma cadeia de negócios onde as relações são criadas, gerenciadas e mantidas pelo ecossistema envolvido. Pense assim, uma moeda virtual, não é nada menos que um documento virtual, que foi e é criado, mantido, gerenciado, transacionado e chancelado entre entidades envolvidas que mantem uma relação de confiança e transparência entre elas, sem depender de órgãos ou instituições oficiais, pois a BlockChain faz isso por eles. Qualquer dado inscrito na Blockchain não pode ser modificada por uma parte apenas, pois todo o ecossistema envolvido naquela transação precisa “aceitar”, a alteração que está sendo feita naquele documento virtual.

Então quer dizer que não preciso de um banco oficial, para realizar uma compra? Não preciso de um cartório para autenticar minha assinatura? Também não preciso do Uber ou do Airbnb para alugar meu quarto? Exato! A BlockChain veio para evoluir o conceito de Share Economy  e todos os modelos de negócio.

Por questões históricas e como essa tecnologia nasceu vislumbrando mudar o mercado financeiro, é obvio que todos pensam sempre que é uma abordagem orientada a esse universo, certo? Não, totalmente errado! Lembra que falei que uma moeda virtual no fim do dia é um documento virtual autenticado na BlockChain?

É aí que afirmo que a BlockChain é muito maior que uma tecnologia, é um novo mercado. Pois, oriundo de sua utilização, novos modelos de negócio, mercados e empresas estão nascendo.

Alguns exemplos do uso da BlockChain são cartórios digitais, registro de patentes e propriedade intelectual, carimbos de tempo, registro de descobertas científicas, autoria de conteúdo, votação digital. Em Smart Contract: direitos digitais, loterias, conta escrow. E ativos, títulos, valores mobiliários: ações, títulos, derivativos, crowdfunding, dívidas, plataforma de negociação. E em registros: votação, propriedade intelectual, direito de propriedade, direitos autorais, prontuário médico.

Alguns exemplos do uso da BlockChain fora do universo financeiro são o projeto Mudamos+ do ITSrio.org, que com a utilização da blockchain visa autenticar as assinaturas eletrônicas para leis de iniciativa popular, foi desenvolvido com o intuito de transformar a forma com que leis são propostas pela população.  A Ascribe permite que artistas reivindiquem propriedade e emitam impressões numeradas de edição limitada de todo tipo de obra de arte em seu formato digital com o uso do blockchain. A Provenance busca registrar cada detalhe do que acontece na cadeia de suprimento de varejo mundial no BlockChain e tornar todas essas informações pesquisáveis em tempo real para os consumidores.

E você deve estar se perguntando: “Isso está muito longe de mim?” Certo? Errado! Um exemplo fácil e o da Microsoft, que através do uso do projeto stampery, dará o poder a seus usuários do office 365 de autenticar na Blockchain seu e-mail, documento do word, etc… com o clicar de um simples botão. Fonte: https://goo.gl/l5NkaQ

A blockchain é muito mais que pura tecnologia, é um novo meio de desenvolver modelos de negócio, criar mercados e gerar novas fontes de renda, reduzir os custos operacionais e aumentar a legalidade e a transparência nas relações seja B2B, B2C, B2BC, C2C, M2M e outras que possam surgir.

Concluindo, espero ter contribuído e ajudado a esclarecer, que através dessa tecnologia podemos gerar novos modelos de negócio e consequentemente mercados antes inexistentes. Mediante a isso, fica um sinal de alerta ao Brasil devido a sua lentidão em desenvolver novas oportunidades na Blockchain. Comparando a outros mercados emergentes, estamos ficando bem para trás.

A IT2B já tem em seu portfólio de projetos a adoção da BlockChain, fiquem ligados que coisas novas estão surgindo.

Artigo de Bruno Vedove – Head de inovação e soluções para Smart Cities

31 maio, 17

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